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21 de novembro de 2016

Agevisa alerta sobre riscos da maionese caseira para a saúde



“A maionese caseira pode trazer sérios riscos à saúde daqueles que a consomem, a depender da forma como é produzida, especialmente no que se refere ao quesito higiene”, alertou a diretora-geral da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB), Glaciane Mendes.

O perigo do consumo da maionese caseira (feita à base de óleo vegetal e ovos crus) está relacionado ao fato de o alimento conter gordura e ovos em quantidades maiores que as registradas no produto industrializado (que passa pelo controle sanitário dos órgãos governamentais), e especialmente à forma como o alimento é preparado.

“Além da contaminação favorecida pela utilização de ovos crus na composição da maionese caseira, a falta de higiene na manipulação do alimento também pode provocar problemas de saúde, e isso inclui também a maionese industrializada”, observou Glaciane. Ela explicou que, “ao manipular alimentos sem os cuidados devidos, as pessoas introduzem bactérias que, a depender do tipo de produto que se manipula, podem se proliferar com menor ou maior intensidade, sendo a maionese um ambiente bastante favorável à proliferação em alta escala”.

Salmonela – Amplamente utilizada em restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos afins, a maionese caseira, segundo Glaciane Mendes, pode ser contaminada por vários tipos de bactérias, dentre as quais a salmonela, bactéria presente no trato intestinal das aves que tem nos ovos crus ou pouco cozidos uma importante fonte de proliferação.

“A salmonela causa no ser humano um incômodo problema de saúde conhecido como salmonelose, uma infecção intestinal que tem duração aproximada de quatro a sete dias e que pode se apresentar em forma de diarreia simples (da qual muitos doentes se recuperam sem a necessidade de tomar antibióticos) ou severa, caso em que, na grande maioria das vezes, se faz necessária a internação hospitalar com a utilização de antibióticos, hidratação venosa e outros cuidados especializados”, explicou a diretora da Agevisa/PB.

Conforme ressaltou, se não for tratada adequadamente, a salmonelose pode levar o paciente à morte, especialmente se este pertencer ao grupo de pessoas mais vulneráveis à forma grave da doença, quando há passagem da infecção para o sangue ou para outros órgãos do corpo. Neste grupo estão aos idosos, as crianças, as gestantes e as pessoas com baixa imunidade.

 

Sintomas – Os principais sintomas da salmonelose, segundo Glaciane Mendes, são dores abdominais, diarreia, calafrios, febre, náuseas, vômitos e mal-estar. Tais sintomas ocorrem no período de doze a 72 horas após a ingestão do alimento contaminado.