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25 de agosto de 2017

Agevisa alerta para os perigos da automedicação e diz que remédio inadequado pode levar à morte



A Agência Estadual de Vigilância Sanitária utilizou o informativo Momento Agevisa desta semana (veiculado dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara) para alertar a população sobre os perigos da automedicação.

“Esse é costume muito comum da maioria das pessoas que (em vez de resolver problemas ocasionais de saúde) coloca em risco a própria saúde, podendo levar até mesmo à morte aqueles que costumam consumir remédios sem orientação médica”, enfatiza a diretora-geral Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

“A missão central da Agevisa é proteger e promover a saúde da população mediante o controle de risco sobre produtos e serviços, e neste processo se incluem a preocupação e a contribuição para ajudar a consolidar no nosso Estado uma cultura do uso seguro e racional de medicamentos”, observou Maria Eunice.

De acordo com o diretor-técnico de Medicamentos, Alimentos, Produtos e Toxicologia da Agevisa, Ailton César dos Santos Vieira, dentre os principais fatores ligados ao problema estão a frágil regulação da publicidade acerca dos medicamentos; a facilidade na aquisição de remédios sem prescrição médica; as escassas iniciativas de desenvolvimento da atenção farmacêutica, e o padrão do consumo estabelecido pela população, que é caracterizado pela automedicação, polifarmácia (utilização de vários medicamentos ao mesmo tempo), e o uso indevido e indiscriminado (principalmente) de psicotrópicos e antibióticos.

Segundo César Santos, o costume da automedicação expõe as pessoas a vários riscos, e estas podem ser acometidas por uma série de eventos indesejados, com destaque para a intoxicação medicamentosa, problema grave que pode provocar danos irreversíveis à saúde, levando as vítimas até mesmo à morte.

“Conforme dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – Sinitox (que coordena a coleta, a compilação, a análise e a divulgação dos casos de intoxicação e envenenamento notificados), no ano de 2014 ocorreram no Brasil um total de 12.726 casos de intoxicação medicamentosa”, observou o diretor-técnico de Medicamentos da Agevisa/PB.

Campanha de Combate à Automedicação – César Santos aproveitou para ressaltar a existência da Lei nº 10.964/2017, que instituiu na Paraíba a Campanha de Combate à Automedicação tendo como instrumento de dependência a internet. Segundo a Lei, a campanha deve ser realizada anualmente na primeira semana do mês de maio, período em que se comemora o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos (05 de Maio).

Nesse período, conforme determina a Lei 10.964/2017, deve-se alertar a população (de modo geral) sobre os perigos da automedicação, e (de forma especial) orientar os usuários que costumam comprar pela internet para o fato de que a ingestão inadequada de substâncias químicas pode causar dependência, intoxicação ou morte.

Deve-se também ampliar os esclarecimentos sobre três fatores distintos: primeiro que “a receita médica é a garantia de que houve uma avaliação profissional adequada para que o paciente pudesse utilizar determinado medicamento”; segundo, que “a automedicação pode agravar doenças, já que a utilização de remédios sem a informação adequada pode esconder determinados sintomas”, e, terceiro, que “a combinação errada de algumas substâncias pode anular ou potencializar o efeito de outras substâncias que sejam importantes para o restabelecimento da saúde do paciente”.

 

Para o diretor-técnico de Medicamentos da Agevisa/PB, César Santos, a Lei 10.964/2017 se enquadra no rol de iniciativas que buscam promover o uso racional, eficiente e seguro de produtos farmacêuticos, e, portanto, deve ser promovida, divulgada, apoiada e, acima de tudo, cumprida.