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Aesa explica que aquecimento do oceano provocou chuvas no litoral

quarta-feira, 4 de setembro de 2013 - 13:02 - Fotos:  Secom-PB

O aquecimento das águas superficiais do Oceano Atlântico – fenômeno que faz aumentar a umidade e a formação de nuvens – é o motivo das sucessivas chuvas acima da média que têm ocorrido no Litoral da Paraíba, segundo a Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa).

Durante a última terça-feira e a madrugada desta quarta-feira (4) choveu durante 16 horas 188,8 milímetros em João Pessoa, onde a média história para setembro é de 67,7 milímetros. “Ou seja, das 15 horas de ontem (terça) até 7 horas da manhã de hoje (quarta) choveu 178% acima do que era esperado para o mês inteiro”, explicou a meteorologista Marle Bandeira.

No trimestre passado a Aesa já havia registrado índices pluviométricos acima da média histórica na Capital. Em agosto, choveu 252,2 milímetros (80% acima da média); em julho, o acumulado de chuva foi de 446,1 milímetros (88%); em junho a elevação foi 61,5% acima da média.

De modo geral esses índices pluviométricos têm sido maiores no Litoral por conta de uma série de aquecimentos das águas superficiais do Oceano Atlântico. O aumento da umidade carrega as nuvens e provoca chuvas mais fortes principalmente nas cidades litorâneas”, explicou a meteorologista.

Nos dois últimos dias, em Cabedelo e Mamanguape também foram registrados altos índices pluviométricos. A primeira teve 142,4 mm, 106% acima da média, enquanto na outra choveu 74,7mm, uma alta de 62,7% em relação ao esperado para setembro. No Brejo e Agreste os números ficaram dentro do esperado. Nas regiões do Cariri, Curimataú, Sertão e Alto Sertão não foram registradas chuvas significativas.

A média histórica é feita com base nas precipitações dos últimos 30 anos. Em nossos computadores temos o histórico de todos municípios. É assim que fazemos a climatologia da Paraíba na Sala de Situação da Aesa”, concluiu Marle Bandeira.

Monitoramento – O Centro de Gestão de Situações Críticas do Governo do Estado, também conhecido como Sala de Situação, monitora a variação climática de forma ininterrupta em todo o Estado. Ele funciona em Campina Grande, onde técnicos trabalham em sistema de plantão, acompanhando em tempo real os dados enviados pelas estações meteorológicas.

Tão logo os meteorologistas percebam que um sistema meteorológico começou a ganhar força, nós ligamos para as defesas civis. Estas, por sua vez, entram em contato com o Corpo de Bombeiros e demais órgãos responsáveis pelo auxílio à população. Nós atuamos em conjunto para minimizar os problemas provocados pelas fortes chuvas”, informou o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Lucílio Vieira.

Em caso de necessidade, a população pode ligar para os telefones 193 (Corpo de Bombeiros), 199 (Defesa Civil Estadual), Samu 192 ou Defesa Civil Municipal 0800 285-9020. Para informações sobre a previsão do tempo basta acessar no site da Aesa (www.aesa.pb.gov.br), onde um boletim meteorológico é atualizado a cada 12 horas.