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Ações para a III Conferência de Política para as Mulheres são debatidas durante Fórum em JP

sexta-feira, 8 de julho de 2011 - 19:23 - Fotos: 

Foto: Secom/PB

“Eixo de Atuação de Políticas para as Mulheres da Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana” foi o tema da palestra apresentada na tarde desta sexta-feira (8) pela secretária executiva de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, e por Elinaide Alves de Carvalho, gerente executiva de Equidade de Gênero, no Fórum Preparatório para a III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres. Entre as ações da secretaria, que foram apresentadas às participantes, estão a instalação da Casa Abrigo em João Pessoa e do Centro de Referência Estadual de Atendimento à Mulher vítima de violência em Campina Grande, que vai atender vítimas que moram em cidades vizinhas e na área rural, além da implantação de um banco de dados integrado da violência contra a mulher.

Durante o evento, também foram apresentados o temário, o regimento e as principais questões relativas à preparação das conferências municipais, regionais e a estadual, referente à atuação do Estado, municípios e sociedade civil.  Esta parte da reunião foi coordenada pela secretária Iraê Lucena e pela secretária municipal de Políticas para as Mulheres de João Pessoa, Nézia Gomes.

Representantes de Conselhos Municipais de Direitos da Mulher de João Pessoa, Santa Rita e Patos, de Rede de Mulheres de Articulação da Paraíba, do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais, da Defensoria Pública, do Centro de Referência de Mulheres, além de delegadas, mulheres de terreiro, quilombolas, indígenas potiguaras e tabajaras participaram do Fórum Preparatório para a III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres, que será realizado no mês de outubro, também em João Pessoa.

Foto: Secom/PB

Para a gerente executiva de Equidade de Gênero, Elinaide Alves de Carvalho, da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, o Fórum Preparatório superou as expectativas e conseguiu atingir o objetivo. “Foi muito participativo. Tivemos grande representação de movimento de mulheres e de feministas, além da participação das gestoras e parlamentares. A secretaria conseguiu atingir o objetivo de alertar e convidar a população quanto a participação no sentido de discutir e elaborar propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, na perspectiva no fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política de mulheres”, ressaltou.

Uma oportunidade que a professora Ângela Chaves estava esperando há muito tempo. Para ela, o Fórum foi um passo importante para que a sociedade civil e os municípios ampliem a discussão sobre políticas públicas para as mulheres, principalmente para àquelas vítimas de violência. “Como mulher e como vítima de violência esse evento representa um avanço dentro da Paraíba. Com isso, podemos ter a esperança de que as políticas públicas estão sendo implementadas. A violência contra a mulher, por exemplo, é uma questão social. Neste evento, a gente vê que as pessoas estão se capacitando para atender a demanda de mulheres, que são vítimas de violência”, destacou.

Ângela Chaves foi casada durante 12 anos. Em quatro deles sofreu violência e por pouco não foi assassinada por quem ela mais amava. “Na época que eu era agredida pelo meu ex-marido, eu já participava de movimentos de mulheres, mas eu tinha vergonha de falar e denunciá-lo. Eu o amava, mesmo sabendo que ele me machucava. Depois da agressão, ele perdia perdão e eu tinha esperança que ele iria mudar. A violência marca a alma da mulher. Hoje eu não aceito nenhum tipo de violência”, afirmou.

Para Lourdes Meira, integrante da Coordenação do Fórum de Mulheres na Paraíba, as políticas públicas para as mulheres no Estado ainda não são suficientes, principalmente na área de segurança. “Os serviços que existem precisam ser melhorados. Para isso, é fundamental que o governo e a sociedade civil se unam para encontrar e discutir soluções, e com isso, fortalecer a democracia”, diz.

Foto: Secom/PB

A secretária executiva de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, fez um balanço positivo do Fórum Preparatório. “A participação foi efetiva e com a manifestação de mulheres de diferentes segmentos e o envolvimento de construção no processo da sociedade civil com as gestoras. A gente acredita que foi aberto o processo de forma democrática e participativa”, enfatizou.