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Ações do GOE geram maior apreensão de drogas da história do Grupo

domingo, 24 de abril de 2011 - 17:52 - Fotos:  Francisco França/Secom-PB

Dezenove prisões em flagrante, dez mandados de prisão e sete de busca e apreensão cumpridos, além da apreensão de crack e maconha. Esse é o resultado das ações desenvolvidas pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil durante o primeiro trimestre deste ano, não só em João Pessoa, como também no interior do Estado.

Em janeiro foi realizada a maior apreensão de entorpecentes na história do GOE, criado há 16 anos. Foram mais de 11 quilos de crack apreendidos e R$ 7 mil em espécie, que estavam em poder de dois traficantes presos em flagrante na Capital.  “O sucesso da operação desabasteceu o comércio desse tipo de droga, que acompanha uma série de outros crimes, como homicídios, roubos e furtos”, destacou o delegado Jean Francisco Bezerra Nunes, que assumiu a gerência executiva do grupo no início do ano.

Outra ação de destaque foi a Operação Camaleão realizada no dia 4 de fevereiro em conjunto com o Núcleo de Operações Especiais (NOE) da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O trabalho resultou na prisão de uma quadrilha especializada em falsificação de veículos, em João Pessoa.  Cinco pessoas foram presas e um vasto material foi apreendido: documentos falsos, talões de cheque, cartões de crédito e cerca de cinco mil licenciamentos de veículos em branco, prontos para serem preenchidos com a identificação de veículos similares e, então, clonados.

Durante as investigações, a Polícia descobriu que os documentos haviam sido roubados do Departamento de Trânsito do Estado de Pernambuco. Os acusados estão respondendo aos processos que incluem crimes de receptação e formação de quadrilha, estelionato, uso de documentos falsos e adulteração de sinal de veículos.

A Operação Hipócrates, realizada no dia 15 de março, em parceria com o Grupo de Ação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba, também mostrou resultados importantes. Cinco pessoas foram presas, inclusive o médico Godofredo Borborema, apontado como líder de uma organização que fraudava documentos de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade de Campina Grande. Durante a ação também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão.

Outros crimes elucidados – Dois homicídios ocorridos na Capital foram elucidados com a cooperação do GOE. Gilberto da Silva Barbosa, conhecido como Beto, foi preso sob acusação de matar José Carlos Barbosa, o Bonga. O homicídio aconteceu no dia 9 de março, na comunidade do Timbó, em João Pessoa, e com Gilberto a Polícia ainda apreendeu R$ 600 provenientes da venda de drogas. A prisão aconteceu dois dias após o crime.

No dia 18 de março, o GOE em parceria com a Delegacia de Crimes contra a Pessoa (Homicídios) da Capital conseguiu prender Nilton Oliveira da Silva Filho, o Niltinho, e Eduardo Gomes Barbosa, o Gordo, acusados de matar Ana Paula Leôncio e o filho dela, Wandemberg Ramos Duarte. O crime foi praticado com requintes de crueldade, na comunidade São Rafael, Castelo Branco, no dia 3 de março. As vítimas tiveram partes dos corpos decepadas. Os dois acusados estão presos no presídio do Róger, aguardando julgamento.

O combate ao tráfico de drogas e ao porte ilegal de armas também contou com a ajuda da população, que utilizou o Disque-denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Seds), o 197. Através de denúncias anônimas, no dia 25 de fevereiro, o GOE apreendeu na comunidade Bola na Rede, no bairro dos Novais, Capital, 60 papelotes de maconha, uma espingarda de repetição calibre 22 de uso restrito das forças armadas e com restrição de furto do Exército. O material estava em poder de um adolescente de 13 anos, que foi apreendido.

Ainda no mês de março, foram cumpridos nove mandados de prisão e de busca e apreensão. Entre eles, os que resultaram nas prisões de dois ex-policiais, Sizenando Gomes da Silva, de 46 anos, e Pedro Pereira de Lima, 51, foragidos de Pernambuco e Rio de Janeiro, respectivamente. Contra eles pesam acusações de homicídio, estelionato, seqüestro e falsificação de documentos. Pedro Pereira é ainda acusado de participação no assassinato do vice-presidente da Escola de Samba salgueiro, Guaraci Paes Falcão, no ano de 2007.

Segundo o delegado Jean Francisco, as ações vão continuar e, para isso, o Grupo espera contar com a ajuda da população, através do 197, e com a integração entre as polícias e demais operadores da Justiça.

“É muito importante o apoio dos cidadãos paraibanos no combate ao crime e, mais ainda, que as polícias estejam unidas. Agradeço o apoio dado pelo Centro de Inteligência da Polícia Civil, pela Gerência de Inteligência da Seds, PRF e Gaeco, que são grandes parceiros nesse trabalho”, ressaltou o delegado.

O GOE conta com 12 agentes de investigação, dois escrivães e um delegado.