João Pessoa
Feed de Notícias

Aberto o Fórum Permanente das Licenciaturas da UEPB com palestra

terça-feira, 25 de maio de 2010 - 18:39 - Fotos: 

Com o objetivo de avaliar o estágio e as práticas pedagógicas, além de reformular a resolução do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), que regulamenta e define carga horária e ementas dos componentes curriculares e estágio supervisionado nos cursos de licenciatura da Universidade Estadual da Paraíba, foi aberto na manhã desta terça feira (25), no Auditório de Psicologia – localizado no bairro de Bodocongó, em Campina Grande – o Fórum Permanente das Licenciaturas (FOPEL).

A pró-reitora de Ensino de Graduação da UEPB, professora Eliana Maia, começou falando da importância do Fórum e deste para a discussão, reflexão e valorização das práticas pedagógicas, da licenciatura e do professor. “Recentemente, o Ministério da Educação (MEC) incorporou em suas diretrizes a valorização da formação docente; e nós, como educadores, temos que seguir essa preocupação. O que podemos fazer para melhorar? Como formar melhor nossos alunos?”, foram algumas das indagações da pró-reitora.

Em seguida, o pró-reitor de Planejamento, professor Rangel Junior, na ocasião representando a reitora Marlene Alves, lembrou que a UEPB tem uma característica especial em seu vestibular, que é classificatório e não eliminatório, a não ser em ocasião de provas “zeradas”. "Recebemos alunos com variados tipos de notas. Precisamos pensar políticas para estes diversos públicos e não pensarmos somente numa forma de nivelamento", disse. Ele acrescentou que é preciso refletir o motivo da evasão nas licenciaturas. Em sua área de pesquisa, o docente também trabalha com educação.

Compondo a mesa de abertura, além dos professores citados, estavam a diretora do campus VII – Patos, Rochane Villarim;a diretora do campus VI – Monteiro,   Ana Alice Rodrigues; o diretor do Centro de Educação (CEDUC), Alberto Coura; o diretor do Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), Juarez Fernandes; e o diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), Eduardo Beserra, estes últimos, pertencentes ao campus I – Campina Grande.

O professor Alberto Coura, questionado acerca do papel do CEDUC neste Fórum, uma vez que o local configura-se como um Centro formado totalmente por cursos de licenciatura, cinco no total, comentou: “O CEDUC é um centro de excelência de licenciatura, então é fundamental que ele contribua com as grandes discussões e as decisões que o Fórum tomar com relação a políticas educacionais na UEPB e também em outras esferas”.

Políticas Pedagógicas

Após a solenidade de abertura, o FOPEL teve continuidade com a palestra “Repensando estágios e políticas pedagógicas – Formação dos educadores e alternativas inovadoras”, ministrada pela professora convidada Helena Costa Lopes de Freitas. Helena  é professora aposentada da Unicamp, desenvolveu-se na área de Educação, atuando no campo da Formação do Educador, com ênfase principalmente nos temas: formação de professores, políticas de formação, diretrizes curriculares, licenciaturas, curso de pedagogia e movimento dos educadores.

Colabora, atualmente, com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), na Diretoria de Educação Básica, onde é coordenadora da Coordenação Geral de Programas de Apoio à Formação e Capacitação Docente da Educação Básica.

Relatando e sua experiência, inclusive no Ministério da Educação (MEC), ela pontuou diversos assuntos concernentes à educação, à atualidade e às políticas pedagógicas, entre outros. Alguns temas tratados pela docente, durante sua explanação, foram a repetição de erros do passado e as angústias do professor da escola pública.
 
Problemáticas nacionais da educação

Outra disparidade brasileira apontada pela professora Helena é como o país lida com a pesquisa e a formação do professor de educação básica, demonstrando que o Brasil se encontra em 15º lugar em desenvolvimento científico e 70º em educação básica, em escala mundial.
  
“Para enfrentar a questão da falta de tempo destes alunos, já que muitos cursos são noturnos, reduzimos a prática e a teoria. Enquanto, em média, no Brasil, a formação do educador é feita por 2300 horas de teoria e 400 de prática; em muitos países esta formação é de 3000 horas de teoria e mais 3000 de práticas pedagógicas”, demonstrou a Dra. Helena Freitas.

Esses resultados marcam uma profissão com a formação reduzida, deficitária e inclusive com a baixa remuneração, afirmou a palestrante. “Enquanto cursos de licenciatura vão diminuindo para dois ou três anos, outros, como Engenharia e Medicina ainda possuem cinco ou seis anos de formação”, afirmou. Helena Freitas terminou sua participação na UEPB com um debate com os participantes da palestra.

Assessoria de Imprensa da UEPB