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A soma das riquezas produzidas no Estado cresceu apenas 2,2%. Em 2006, o índice chegara a 6,7%

quarta-feira, 18 de novembro de 2009 - 16:15 - Fotos: 
O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) desacelerou na Paraíba, em 2007, ao registrar aumento de 2,2% na comparação com 2006, ano em que o PIB teve alta de 6,7% em relação a 2005. A soma de todas as riquezas produzidas em João Pessoa e no interior paraibano chegou a R$ 22,2 bilhões, em 2007.  Com isso, a economia paraibana ficou na 19ª posição entre os estados brasileiros. Os indicadores econômicos foram divulgados, na manhã desta quarta-feira (18), pelo Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme).

A soma de todas as riquezas paraibanas em 2007 ficou acima dos R$ 19,9 bilhões registrados em 2006. Já a taxa de crescimento de 2007 – que marcou 2,2% – foi inferior aos índices nordestino (4,8%) e brasileiro (6,1%) no mesmo ano.

No ranking de crescimento percentual, a Paraíba aparece em penúltimo lugar no Brasil entre os 27 estados brasileiros por conta da leve alta de 2,2% no PIB. O Piauí ficou em último lugar no País ao ter aumento de 2% no Produto Interno Bruto, em 2007, e produção que chegou R$ 14,1 bilhões.

Avaliação – O analista sócio-econômico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Jorge Souza Alves, concluiu que a redução de 16,4% na produção agrícola, em 2007, foi responsável pela desaceleração do Produto Interno Bruto da Paraíba naquele ano. Houve queda de 56% na produção de milho e diminuição de 36% na safra de feijão.

 “É possível concluir que a diminuição de chuvas provocou a redução na produção agrícola em 2007, e isso contribuiu para a desaceleração do crescimento do PIB na Paraíba. A cana-de-açúcar, por exemplo, aumentou a produção, mas o valor pago pela tonelada do produto caiu”, exemplificou o analista sócio-econômico do IBGE.

A safra da cana-de-açúcar passou de 6.059 milhões de toneladas produzidas, em 2006, para 6.222 milhões de toneladas, em 2007. Contudo, o preço médio de uma tonelada caiu de R$ 41 para R$ 39. Isso é equivalente a uma redução de 17% no preço do produto.

Serviços
– Por outro lado, os serviços prestados às famílias apresentaram 16,2% de crescimento, na comparação 2006-2007, e ajudaram no aumento de 2,2% no PIB da Paraíba, em 2007. O sistema bancário, seguros e previdência completar também tiveram índice crescente na economia paraibana ao subir 11,7% no mesmo período. Os serviços de informação, como internet, registraram taxa de aumento de 5,9%, em 2007.

Os setores que mais contribuíram com o somatório das riquezas produzidas na Paraíba, em 2007, foram a administração pública, serviços de saúde e educação. Juntos, eles representam 0,6% do Produto Interno Bruto da Paraíba. Os serviços bancários, seguros e previdência completar têm uma fatia de 0,5% na composição do PIB paraibano. Em terceiro lugar, vem o segmento da construção civil, que representa 0,4% do Produto Interno Bruto.

Potencial – O superintendente do Ideme, Achilles Leal Filho, afirmou que o resultado do PIB da Paraíba servirá para que o poder público possa explorar os setores econômicos que apresentam maior potencial de crescimento no Estado.

“O Estado, prefeituras e os diversos setores da economia paraibana têm em mãos dados que vão ajudar na criação de políticas, de médio e longo prazo, para dar continuidade ao crescimento, em alguns setores, e aquecimento naqueles segmentos que não tiveram desempenho bom, como ocorreu com a agricultura”, declarou Achilles Leal Filho.

PIB per capita cresce – O PIB per capita dos paraibanos cresceu 10,7% na comparação entre 2007 e 2006. Um paraibano recebia R$ 5.507, em 2006, e passou a ganhar R$ 6.097, em 2007. No ranking da renda per capita, a Paraíba continua na 25ª colocação no Brasil, mesma posição ocupada em 2006. Enquanto isso, o valor da renda per capita do brasileiro ficou em R$ 14.465, em 2007.

Em termos regionais, os maiores valores ficaram com nas regiões Sudeste (R$ 19.277) e Centro-Oeste (R$ 17.844), seguidas pelas regiões Sul (R$ 16.564), Norte (R$ 9.135) e, por último, o Nordeste (R$ 6.749).

O maior PIB per capita está no Distrito Federal, que chegou a R$ 40.696. Depois, aparecem São Paulo (R$ 22.667), Rio de Janeiro (R$ 19.245), Espírito Santo (R$ 18.003) e Santa Catarina (R$ 17.834). No outro extremo do ranking do PIB per capita estão Piauí (R$ 4.662), Maranhão (R$ 5.165), Alagoas (R$ 5.858), Paraíba (R$ 6.097) e Ceará (R$ 6.149).

“Houve uma melhora na qualidade de vida do povo paraibano. O PIB per capita da Paraíba cresceu entre 2006 e 2007, mas ainda assim é inferior a vários estados brasileiros”, avaliou o analista socioeconômico do IBGE, Jorge Souza Lira. O PIB per capita é o resultado do somatório de todas as riquezas produzidas no Estado e dividido pela população dessa mesma Unidade da Federação.
 

Bartolomeu Honorato, da Assessoria de Imprensa do Ideme