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A Secretaria vem dando suporte técnico aos municípios, intensificando o controle do vetor

sexta-feira, 11 de junho de 2010 - 09:52 - Fotos: 

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, este ano, 1.049 casos de dengue, na Paraíba, até a 22ª semana epidemiológica, encerrada no último dia 5. O boletim epidemiológico foi divulgado, nesta quinta-feira (10).  Comparando os dados do mesmo período do ano passado, foram confirmados 602 casos a mais da doença. Foram registrados cinco casos de febre hemorrágica (FHD): dois em Brejo dos Santos, um em Paulista, um em Cabedelo e outro em São José de Espinharas. Apesar do aumento dos casos, não foi registrada nenhuma morte. A Gerência de Vigilância em Saúde da SES avaliou que o crescimento era esperado e que os óbitos não ocorreram, porque houve uma melhora na assistência aos doentes.

A chefe do Núcleo de Doenças Transmissíveis por Vetores da SES, Gisele Aversari, afirmou que a doença continua sob controle na Paraíba e lembrou que em 2008 foram registrados mais de 8 mil casos de dengue. Este ano, os municípios identificados com o maior risco de adoecer por dengue foram: Brejo dos Santos, com 159 casos (risco de 2.765,99 por 100 mil habitantes); Bom Sucesso, com 65 casos (1.226,65/100 mil); Uiraúna, 112 caos (748,51/100.000 hab.); Catolé do Rocha, 196 (695,52/100.000 hab.); Manaíra, 63 (554,24/100.00 hab.), e Santa Cruz, 29 casos (434,52/100.000 hab.). “Um município é considerado com baixo risco de adoecer quando a incidência fica entre 0 e 100 casos por 100 mil habitantes; com médio risco, entre 100 e 300 casos, por 100 mil pessoas, e com alto risco maior ou igual a 300 casos, por cada 100 mil habitantes”, explicou Gisele Aversari.

Mais informação – Ela destacou que, desde o ano passado, a SES vem seguindo as diretrizes nacionais para a prevenção e controle de epidemias de dengue preconizadas pelo Ministério da Saúde e orientando os municípios que investiguem todos os casos suspeitos e, se dentro de sessenta dias, não houver resultados, eles passam a ser considerados como casos confirmados de dengue. “A SES vem dando suporte técnico aos municípios, intensificando o controle do vetor e a vigilância dos casos suspeitos por meio de capacitações, melhorando a qualidade da informação e, consequentemente, diminuindo a subnotificação”, disse.

O gerente operacional de Vigilância Ambiental, Nilton Guedes explicou que a SES vem tomando outras medidas para controlar o Aedes aegypti (agente transmissor da dengue). As gerências regionais de Saúde estão sendo orientadas a recomendar aos municípios com elevados índices de infestação predial a intensificação das ações de visitas domiciliares. A SES descentralizou os equipamentos de ultra baixo volume (UBV), mais conhecido por ‘fumacê’ para as quatro macrorregionais de saúde e vem realizando capacitações para técnicos, motoristas e operadores das regionais no uso do UBV, dentre outras ações.

Luta constante - Suely Cavalcante Antas, chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES, afirmou ainda que o trabalho de prevenção deve ser feito de forma conjunta pelos profissionais da saúde e  de outros setores. “A luta contra a dengue deve ser constante, por causa da ocorrência de chuvas e do aumento da transmissão. Recomendamos que a população evite o acúmulo de água em descartáveis, depósitos, calhas, vasos…; que os profissionais da saúde busquem a intersetorialidade com a educação, infraestrutura, meio ambiente para implantar ações que reduzam/eliminem os criadouros; que os agentes de controle vetorial façam as visitas domiciliares e investiguem todos os ambientes da casa, eliminando mecanicamente os criadouros ou usando larvicidas”, lembrou.

Assessoria de Imprensa da SES/PB