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A previsão, para 2010, é da Petrobras, que já tem orçamento disponível para atingir a meta

terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 15:05 - Fotos: 
A Petrobras informou que a plantação de oleaginosas – como girassol e mamona –na Paraíba em 2010 vai envolver 9.980 famílias. A produção, voltada para a agricultura familiar hoje, conta com 566 famílias contratadas e inseridas em 688,5 hectares de terra com a plantação exclusivamente voltada para o girassol e concentrada na Zona da Mata Norte e Borborema.

“Nós estamos preparados, em termos de orçamento, para atingir essa meta. Agora, existem algumas ações que estamos fechando, porque algumas famílias dependem de questões de custeio para participar do programa”, explicou o gerente de Suprimentos da Petrobras Combustível, Paulo Roberto Moreira Dias. Muitas dessas ‘questões de custeio’ referem-se a financiamentos obtidos pelas famílias diretamente nos bancos, os quais a Petrobras tenta intermediar.

Ampliação – A perspectiva é que a produção também seja estendida ao Sertão e acrescida da plantação de mamona. Essas informações foram repassadas, na manhã desta terça-feira (22), durante o ‘Seminário Biodiesel da Paraíba’ que está sendo realizado durante todo o dia (desde 9h até às 17h) no auditório da Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep), no Bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.

Segundo o coordenador do Grupo de Trabalho do Biodiesel na Paraíba, Rubens Tadeu de Araújo Nóbrega, o Seminário está tem a finalidade de elaborar propostas de implantação do programa do Biodiesel na Paraíba e, por isso, estão presentes parceiros como o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), a Petrobras e alguns grupos estrangeiros.

“A prioridade do projeto na Paraíba é focar a cultura agrícola já tradicional no estado, a exemplo da mamona e algodão, como também o girassol, que já existe um trabalho em parceria com a Petrobras. Outro, como o Pião Manso, serão foco de pesquisas, considerando que na Paraíba ainda não existem zoneamento agrícola para o plantio”, conta Nóbrega.

Produtividade – No evento, um representante da empresa Kaiima, de Israel, Aaron Kremer, informou que é possível, utilizando técnicas de engenharia genética, aumentar a produtividade da mamona para até 10 toneladas anuais em duas colheitas, sendo 4 a 5 toneladas na primeira colheita. Hoje a produtividade obtida pela Petrobras, considerada extremamente baixa pela própria empresa, é de apenas 400 a 600 quilos por hectare.

As principais sementes utilizadas no Brasil para a produção do óleo são soja, algodão, amendoim, girassol, canola, milho, palma, palmista e mamona. Contudo, toda a produção de mamona ainda não está sendo utilizada para a fabricação do óleo, e a Petrobras apenas estoca.

As usinas existentes estão em Quixadá (CE), Candeias (BA), Montes Claros (MG) e no Rio Grande do Norte. A produção atual de óleo ainda é basicamente retirada da soja, cerca de 80%.

Pólos na PB – Na Paraíba, os Pólos do Biodiesel estão em 18 cidades da Região da Borborema e em 17 da Zona da Marta Norte. Participam do Seminário as Secretarias de Planejamento e Gestão (Seplag), promotora do evento; de Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETDE), Meio Ambiente, Recursos Hídricos e da Ciência e Tecnologia (Semarh), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural da Paraíba (Emater-PB), Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba S/A (Emepa) e Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (AESA).

Paulo Dantas, da Assessoria de Imprensa da Seplag