Fale Conosco

31 de julho de 2009

A homenagem foi aprovada pela unanimidade dos acadêmicos na sessão da quinta-feira, dia 30 de julho



Um reconhecimento que com certeza envaideceria qualquer literato brasileiro. Assim se deve definir outorga da ‘Medalha João Ribeiro’ ao superintendente de A União, o jornalista e escritor Nelson Coelho. Afinal de contas trata-se da mais importante comenda conferida pela Academia Brasileira de Letras (ABL).

Proposta por celebridades da literatura nacional tais como Arnaldo Niskier, Murilo Melo Filho e Carlos Heitor Cony, com a aprovação unânime na sessão da quinta-feira (30) dos acadêmicos (entre os quais Evanildo Bechara, Tarcísio Padilha e Antonio Carlos Secchin), a ‘Medalha João Ribeiro’ é recebida por Nelson Coelho como o reconhecimento pelo trabalho que desenvolve junto aos artistas e jornalistas paraibanos.

Em entrevista, Nelson faz questão de lembrar que a conquista é dividida com todos que o ajudam em projetos culturais e jornalísticos à frente de A União e, em especial, ao governador José Maranhão, extensivo à secretária de Comunicação do Estado da Paraíba, jornalista Lena Guimarães.

Como o senhor recebeu a notícia da outorga de uma medalha tão importante?

‘Para mim é uma honra tão grande, que fica inclusive difícil de expressar com palavras, mas é com uma alegria imensa que a recebo e entendo que também me confere ainda mais responsabilidade no trabalho que desenvolvemos a frente de A União, com ênfase nos projetos culturais.

A ‘Medalha João Ribeiro’ é uma das mais importantes da ABL. Se sente emocionado?

Não poderia ser diferente. Emocionadíssimo, grato e ciente de que uma homenagem desse porte tem de ser dividida com todos os profissionais de A União sem os quais eu não poderia levar a efeito os projetos que implantamos e outros que ainda iremos levar a efeito na minha gestão.

Na sua opinião, o que mais motivou os imortais da Academia Brasileira de Letras a conferirem a medalha ao senhor?

Entendo que o nosso trabalho com o Correio das Artes e outros projetos importantes tais como ‘A Paraíba nos 500 Anos do Brasil’, ‘Memória Política’ e ‘Paraíba – Nomes do Século’ entre outros como o ‘Itinerarte’ que estamos para por em pratica ainda este ano. Não há como negar que tudo isso foi importante na decisão dos ilustres acadêmicos ao decidirem por nos brindar com a medalha.

A quem o senhor dedicaria essa medalha?

Certamente que a todos os jornalistas e escritores que me possibilitaram viabilizar os projetos que trouxe para implantar em A União, e isso é extensivo a todos os funcionários deste jornal, da nossa gráfica e digo mais, a todos os jornalistas e escritores paraibanos.

É possível não se envaidecer diante de um fato tão marcante?

Fico muito feliz, mas não gosto da vaidade quando ela perde o senso de responsabilidade e faz as pessoas esquecerem que um tipo de reconhecimento como esse da Medalha João Ribeiro tem de ser dividido com vários outros profissionais da imprensa e das artes. Mas também me sinto com a responsabilidade redobrada.

O senhor pretende concorrer a uma vaga na Academia Paraibana de Letras?

No momento só penso em fazer o melhor que posso pelo jornal A União e pelas artes do nosso Estado. Vamos melhorar cada vez mais o suplemento literário ‘Correio dos Artes’ que é um dos mais antigos e respeitados do Brasil, levar a efeito o Projeto Itinerarte que vai dar um impulso enorme na cultura popular artística dos diversos municípios da Paraíba e nas manifestações folclóricas também. Um dia pode ser que eu pleiteie uma vaga na APL. 

Algum agradecimento especial a ser feito?

Sim. Ao governador José Maranhão pela confiança depositada em mim, no meu trabalho e na maneira límpida com que administro este jornal e os projetos que surgem a partir dele, e a Lena Guimarães, secretária de Comunicação da Paraíba, pelo apoio irrestrito e pelo trabalho dinâmico e sério que tem desenvolvido. Lembrando mais uma vez que essa medalha é dedicada a todos os jornalistas e escritores paraibanos e funcionários de A União em geral.
 
Quem foi João Ribeiro – João Ribeiro (J. Batista R. de Andrade Fernandes), jornalista, crítico, filólogo, historiador, pintor, tradutor, nasceu em Laranjeiras, SE, em 24 de junho de 1860, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 13 de abril de 1934. Eleito em 8 de agosto de 1898 para a Cadeira n.31, na sucessão de Luís Guimarães Júnior, foi recebido em 30 de novembro de 1898 pelo acadêmico José Veríssimo. Era o segundo filho de Manuel Joaquim Fernandes e de Guilhermina Ribeiro Fernandes. Órfão de pai muito cedo, foi residir em casa do avô, Joaquim José Ribeiro, que era um espírito liberal, admirador de Alexandre Herculano.

Em inquérito do Momento Literário, de João do Rio, declarou João Ribeiro atribuir a maior importância, para a formação do seu espírito, a essa fase de sua vida, quando as excelentes coleções de livros do avô caíram-lhe nas mãos. Além de dedicar-se à leitura, iniciou-se na pintura e na música. Depois de ter concluído na cidade natal os primeiros estudos, transferiu-se para o Ateneu de Sergipe, em Aracaju, onde sempre se destacou como o primeiro da classe. Foi para a Bahia e matriculou-se no primeiro ano da Faculdade de Medicina de Salvador. Constatando que a sua vocação não era a de médico, abandonou o curso e embarcou para o Rio de Janeiro, para matricular-se na Escola Politécnica. Simultaneamente continuava a estudar arquitetura, pintura e música, os vários ramos da literatura e sobretudo filologia.

Ricardo Anísio, de A União