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6 de julho de 2009

A doença é semelhante à gripe comum e o importante não é mais identificar o vírus causador



O Ministério da Saúde (MS) mudou as recomendações para a realização de exames e indicação de tratamento para casos suspeitos de Influenza A (H1N1), no Brasil. Seguindo o novo protocolo, a partir de agora a Secretaria de Estado da Saúde (SES) só vai monitorar os casos graves da doença e os que apresentarem risco de complicação.

O comportamento da doença mostrou que ela é semelhante à gripe comum e o importante, nesse momento, não é mais identificar o vírus causador, mas o risco de complicações. Desde o surgimento da nova gripe, 17 notificações foram feitas na Paraíba, sendo dez descartadas, quatro confirmadas e três ainda em investigação. Não houve nenhum caso grave.

Mudança esperada – A gerente de Respostas Rápidas, Diana Pinto, explicou que a medida do MS era esperada, já que o número de casos da doença está aumentando a cada dia, como acontece com todas as viroses no período chuvoso.

“Não importa mais se a pessoa gripada está com a nova gripe ou com a gripe sazonal. O mais importante é identificar se ela, além dos sintomas clássicos (febre, tosse ou dor na garganta) tem dispnéia, que é a dificuldade para respirar, ou se encontra no grupo de risco: idosos acima de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, imunodepressivos, hemoglobinopatas, pneumopatas, diabéticos e pessoas com doenças cardíaca, pulmonar ou renal crônica”, afirmou.

Serviços e medicamentos – A SES vai continuar recomendando internação somente para os casos graves e de risco e o tratamento com o remédio ‘Oseltamivir’ somente será dado aos pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas, como determina o novo protocolo. O cuidado foi tomando pelo MS para evitar que o vírus se torne resistente ao medicamento, como já foi comprovado em outros países.

“As pessoas que estiveram com os sintomas de gripe, podem procurar a unidade de saúde mais próxima. Se os sintomas forem leves o médico deve recomendar o afastamento das atividades (isolamento domiciliar), sem a necessidade de exame laboratorial. Se for um caso grave ou com risco de complicação, deverá ser encaminhado aos hospitais universitários de João Pessoa ou Campina Grande”, recomendou Diana.

Exames – Segundo a nova recomendação do MS, a confirmação da nova gripe por exame laboratorial será feita nos casos graves ou em amostras, no caso de surtos localizados. “Isso vai evitar o desperdício de kits, a superlotação em hospitais, além de agilizar o diagnóstico dos casos de riscos, pois os laboratórios de referência, que são apenas três no Brasil, terão menos amostras para processar. Isso é o mais importante dentro dessa nova orientação, que é evitar mortes e não mais mapear o vírus”, explicou Diana Pinto.

Situação na Paraíba – Dos quatro casos confirmados na Paraíba, três foram em João Pessoa e um em Cabedelo. Todos evoluíram para a cura e os pacientes já foram liberados do isolamento domiciliar. Até esta segunda-feira (6), a SES estava aguardando o resultado de exames laboratoriais de três casos suspeitos da nova gripe (uma engenheira de 50 anos e duas estudantes de 20 e 17 anos), que vieram de países de risco (Chile e Argentina) e apresentaram sintomas da doença. Nenhuma deles é considerado grave ou está no grupo de risco.

Assessoria de Imprensa da SES-PB