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9 de fevereiro de 2012

97,5% das águas dos açudes paraibanos estão classificadas como próprias para o abastecimento



A Secretaria de Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, por meio da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), constatou que 97,5% da água dos açudes monitorados na Paraíba podem ser destinadas ao abastecimento público, depois de receberam o tratamento adequado. O último IQA (Índice de Qualidade das Águas), realizado em 2011, mostrou que 4,5% dos açudes estão ótimos, 60% bons, 33% estão aceitáveis no que se refere à qualidade da água e 1,1% está em situação considerada ruim.

O IQA é uma adaptação do índice desenvolvido pela National Sanitation Foudation, em 1970, nos Estados Unidos, também usado em outros estados brasileiros, como base de cálculo para a o levantamento da qualidade da água. Este índice incorpora nove parâmetros, que foram escolhidos pelos diferentes especialistas que o desenvolveram, como sendo os mais relevantes para a avaliação das águas destinadas ao abastecimento público.

A Sudema realiza esse monitoramento em 89 estações, beneficiando 86 municípios paraibanos. Pelo IQA, é possível avaliar a evolução da qualidade das águas mananciais, realizar o levantamento das áreas prioritárias para o controle da poluição das águas, subsidiar o diagnóstico da qualidade das águas doces utilizadas para o abastecimento público e outros usos, auxiliar os técnicos da Aesa (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba) na emissão de outorgas, identificar e intervir nos açudes onde a qualidade da água esteja degradada, articular ações preventivas de controle como a construção de ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) por parte dos municípios,  além de permitir a fiscalização da qualidade dos lançamentos industriais.

Segundo a Superintendente da Sudema, Tatiana Domiciano, a análise das águas dos açudes é realizada, atualmente, no laboratório da Sudema de João Pessoa, mas esse trabalho será reforçado com a chegada de uma Unidade Laboratorial Móvel, prevista para este ano.  “Essa unidade móvel vai garantir a ampliação dos números de municípios atendidos, a realização em tempo hábil de procedimentos analíticos, aumentando a confiabilidade das análises físico-química e bacteriológica dessas amostras”, comenta Tatiana.

A superintendente ressalta ainda que “a nova Unidade Laboratorial Móvel vai proporcionar maior conforto e tranquilidade aos técnicos que passarão a fazer as análises onde estiverem sem ter de transportar para o laboratório da Sudema, na capital paraibana, além de contribuir para a redução das perdas de amostras durante o percurso”.

Atualmente, a Sudema está desenvolvendo um trabalho de identificação das fontes poluidoras das bacias paraibanas, para que a poluição causada pelas indústrias e também pelos efluentes domésticos, seja sanada. Posteriormente, esses corpos de água vão passar por um processo de revitalização, o que vai permitir a recuperação da qualidade da água.