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Agevisa fará treinamento em bares e restaurantes para implantar padrão Fifa

quinta-feira, 4 de julho de 2013 - 17:10 - Fotos: 

A Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB) inicia no dia 15 deste mês o treinamento em bares e restaurantes dos municípios da rota turística paraibana com vistas à padronização de procedimentos dentro das exigências da Fifa, visando à demanda de receptivo decorrente da Copa do Mundo do próximo ano.

O “Projeto de Categorização dos Bares e Restaurantes no Estado da Paraíba para a Copa do Mundo de 2014: Perspectivas e Desafios”, foi apresentado na manhã da quarta-feira (3), no Auditório da PBTur, em João Pessoa, com a presença de representantes de órgãos governamentais e não governamentais como a Secretaria de Estado do Turismo e do Desenvolvimento Econômico, a Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), o Sebrae e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba (Abrasel/PB), além de secretários municipais e outros profissionais ligados ao turismo.

“O programa de categorização dos restaurantes é capitaneado pela Fifa e pela Anvisa. Esse programa está fazendo o monitoramento nos Estados que serão sede da Copa do Mundo de 2014. A Paraíba, por causa de sua posição geográfica e graças à luta do Governo do Estado para inseri-la no processo, é o único Estado  que, embora não seja sede do evento, está participando deste projeto”, ressaltou Jailson Vilberto,  diretor geral da Agevisa/PB.

O objetivo do progama é dotar o Estado das condições e estratégias necessárias para proteger a saúde da população que estará participando dos eventos públicos e privados que ocorrerão no Estado, notadamente durante a Copa do Mundo, em 2014.

Nos municípios com vocação turística, bares e restaurantes com maior fluxo de clientes serão submetidos a um treinamento e posteriormente a um monitoramento baseado em critérios e regras rígidas de qualidade, e depois a uma inspeção de categorização. “Nessa inspeção a Vigilância Sanitária irá identificar os pontos positivos e os pontos a serem melhorados. Os estabelecimentos serão categorizados em cinco grupos, do Grupo 1 (de maior e melhor qualidade) ao Grupo 5”, explicou Jailson.

No processo de identificação e monitoramento dos bares e restaurantes serão verificados itens como a estrutura física, a manipulação dos alimentos, a proteção dos trabalhadores e a qualidade do serviço prestado, que vai desde o reservatório de água até o produto final – o alimento fornecido.

Divulgação internacional – Promovida a categorização, será realizada uma ampla divulgação dos bares e restaurantes categorizados, tanto em nível estadual e nacional quanto em nível mundial, tendo em vista o fato de a Copa do Mundo atrair pessoas de todas as partes do mundo.

Está incluída divulgação na mídia escrita, televisada e radiofônica, folders e cartilha informando aos turistas e aos frequentadores locais dos municípios onde estão os melhores bares e restaurantes, que será identificados com selo de qualidade: “Com o selo e com a divulgação na mídia, sairá ganhando a população, que terá melhor qualidade dos serviços; os estabelecimentos, que serão divulgados; os municípios e também o Estado, pela divulgação de suas riquezas turísticas”, comentou.

O diretor geral da Agevisa/PB acrescentou que “o Governo do Estado tem duas preocupações básicas nesse processo, a primeira no sentido de garantir a qualidade da saúde e a promoção da mesma por meio do fornecimento de uma alimentação de qualidade para a população nativa e para os turistas, e a segunda relacionada à divulgação das belezas turísticas naturais da Paraíba, dos alimentos regionais e da qualidade dos restaurantes para todo o Brasil e para o mundo”.

Abracel/PB – Para o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba (Abracel/PB), Marcos Mozzini, a iniciativa é fundamental, porque coloca os estabelecimentos locais no padrão de segurança alimentar dos países da Europa e da América do Norte. “O que a Agevisa está fazendo é buscar sensibilizar esse setor para que chegue a esse padrão. Isso é um desenvolvimento, uma profissionalização, uma evolução, buscando um novo patamar de qualidade para que o Nordeste, que na verdade é um Caribe pouco explorado”, comentou.