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Governo inaugura laboratório de informática na Penitenciária Média

segunda-feira, 2 de abril de 2012 - 18:46 - Fotos:  João Francisco/Secom-PB

Foto: João Francisco/Secom-PB

O Governo do Estado inaugurou, nesta segunda-feira (2), o primeiro laboratório de informática dentro de uma unidade prisional na Paraíba. O projeto é resultado de uma parceria entre as secretarias de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e da Educação (SEE) e foi instalado na Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, localizada no bairro Mangabeira, em João Pessoa. A unidade recebeu uma sala com 15 computadores e é destinada a detentos em regime aberto e semiaberto.

De acordo com o secretário da Educação, Afonso Scocuglia, o projeto é resultado de um trabalho conjunto para a ressocialização dos detentos. “É o primeiro de muitos laboratórios. O trabalho de ressocialização das duas secretarias pretende atingir todos os presídios, levando educação a todo os detentos paraibanos”, revelou.

Francisco Fidélis, de 29 anos, que cumpre pena por porte ilegal de arma e formação de quadrilha, ressaltou a importância do curso de informática para os detentos. “Ter um curso de informática, hoje em dia, é muito importante. Pretendo me aperfeiçoar para o mercado de trabalho. Esse curso significa esperança de um futuro melhor para meus dois filhos”, comemorou.

Programa – Segundo o titular da Seap, Harrison Targino, esse projeto é mais uma ação do programa “Cidadania é Liberdade”, que visa devolver à sociedade uma pessoa qualificada e competitiva para o mercado de trabalho. “Implantar laboratórios de informática em presídios é um projeto pioneiro para estabelecer um espaço de cidadania e educação. O Estado está priorizando a ressocialização e dando oportunidade para que os detentos voltem ao convívio social de forma saudável, mostrando que há uma alternativa”, ressaltou.

Foto: João Francisco/Secom-PB

O laboratório será um espaço para a realização de cursos presenciais e também para a realização de aulas de educação à distância, ministradas por equipes das Escolas de Administração Penitenciária em outros Estados, bem como por profissionais da Educação. As máquinas foram todas doadas pela SEE, que investiu aproximadamente R$ 25 mil.