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26 de julho de 2012

Colóquio Celso Furtado debate importância da cultura na economia inclusiva



I-Colóquio-Celso-Furtado-sobre-Cultura-e-Desenvolvimento-fotoSe vivo estivesse, o economista paraibano Celso Furtado completaria 92 anos nesta quinta-feira (26). A data é comemorada com a realização do primeiro Colóquio Celso Furtado sobre Cultura e Desenvolvimento, que começou às 9h no Teatro do Sesc-Centro, em Campina Grande.

O evento é uma parceira entre a Secretaria de Estado da Cultura e a Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), com participação do Centro Internacional Celso Furtado de Políticas para o Desenvolvimento e o Instituto Itaú Cultural.

O colóquio foi lançado durante entrevista coletiva nessa quarta-feira (25), no Garden Hotel, em Campina. O diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria da Economia Criativa do MinC, Luiz Antônio Gouveia, explicou que o objetivo do evento é debater o projeto nacional de desenvolvimento, tendo por base a centralidade da cultura, nos termos propostos por Celso Furtado.

Para ele, nada mais justo do que iniciar o colóquio no Estado e na data em que nasceu Celso Furtado, natural de Pombal, no Sertão da Paraíba. “Vamos debater e refletir sobre a importância da cultura para o desenvolvimento do país, como a cultura pode abrir novas oportunidades de desenvolvimento para o Brasil”, disse Luiz Antônio, que representou a secretária da Economia Criativa do MinC, Cláudia Leitão.

Gouveia acrescentou que serão realizados colóquios em várias regiões. “No Nordeste, o evento acontece em Campina Grande. A discussão focará a relação cultura, criatividade e inclusão social. Vamos debater como a cultura pode qualificar esse desenvolvimento para uma maior inclusão das populações menos favorecidas e que permita a superação da pobreza, miséria e desigualdades regionais”, completou.

O secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, destacou a iniciativa do MinC em realizar o primeiro colóquio Celso Furtado na Paraíba e, em Campina Grande, por reconhecer o Estado e a cidade como territórios de criatividade. “Diante disso, ficamos muito lisonjeados”, disse o secretário. Ainda participou da coletiva Selma Cristina, curadora do Instituto Itaú Cultural.

Pensamento econômico – Como economista, Celso Furtado marcou o pensamento econômico brasileiro e deixou uma obra de mais de 30 livros publicados em mais de 15 idiomas. É considerado o cientista social latinoamericano mais lido em todo o mundo. Além de teórico, foi também um homem de gestão.

Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961), criou e dirigiu a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste). Também foi ministro do Planejamento do ex-presidente João Goulart (1961-1964) e ministro da Cultura no Governo José Sarney, quando se iniciou o período da redemocratização do país.