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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010 - 12:04 - Fotos: 

Entre 2007 e 2009, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou 11.804 casos de esquistossomose, na Paraíba. Dados parciais de 2010 mostram 1.936 casos registrados, com 11 mortes. A doença é considerada endêmica em 71 municípios do Estado. Como parte das ações de combate à doença, a SES disponibilizou, esta semana, arquivos eletrônicos com material educativo para que municípios, escolas e outras instituições possam baixar pela Internet, imprimir e usar em trabalhos comunitários de prevenção e combate à doença. Os arquivos com álbum seriado, cartilha, caderno de exercícios e cartaz podem ser baixados pelo site www.saude.pb.gov.br.

Através desse material, a população, principalmente crianças e jovens escolares, vai poder tomar conhecimento dos sintomas, formas de contágio, prevenção e tratamento da doença. “Elaboramos este material para que as prefeituras possam ter uma ferramenta para informar e educar a população sobre o combate à doença”, enfatizou Nilton Guedes, gerente operacional de Vigilância Ambiental.

“As cidades de Alhandra, Caaporã, Conde, Lucena e Pitimbu têm sido consideradas como área de maior prevalência e têm mantido esta condição nos últimas décadas. Para combatermos a doença é necessário que todos os municípios da área endêmica, que são 71 no Estado, participem mais efetivamente educando a população, pois a melhor forma de combater a doença é através da conscientização das pessoas sobre como evitar o contágio”, destacou Suely Cavalcante, chefe do Núcleo de Fatores Biológicos da SES.

Este ano, foram registrados casos em João Pessoa, Alhandra, Caaporã, Conde, Curral de Cima, Lucena, Mataraca, Pitimbu, Rio Tinto, Sapé e Santa Rita. Os municípios são responsáveis pelas ações de controle e combate à doença. O Estado realiza a supervisão das ações, alertando para os locais com maior incidência de casos; realiza os exames coproscópicos, através do qual é conhecido o grau de evolução da doença e a incidência dos tipos de caramujos hospedeiros intermediários, além de promover oficinas e distribuir medicamentos para tratamento da esquistossomose.

A esquistomosse está sob controle no Estado, apesar de haver uma área endêmica, principalmente, nas regiões do Litoral e no Agreste, onde é grande o número de bacias hidrográficas. O ciclo de contaminação do Schistosoma mansoni, verme que provoca a doença no homem e no caramujo, tem início quando o indivíduo portador elimina seus ovos através das fezes, que em contato com a água eclode e libera uma larva (miracídeo) que infecta o caramujo, que vai sofrer evolução ou reprodução e dar origem a outra larva por nome de cercária. A cercária do caramujo é quem vai contaminar o ser humano em contato com a água.

Assessoria de Imprensa da SES