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15 de julho de 2009

15 localidades devem implantar planilha de notificação de síndromes gripais



“Nem todo caso grave de gripe é influenza A (H1N1). A gripe (qualquer uma) pode matar, se ela for fator de risco para complicações. Por isso, vamos monitorar todas as síndromes gripais e, o mais importante: vamos identificar e cuidar de todos os doentes graves ou do grupo de risco, independente se ele está ou não com o novo vírus”, explicou a gerente de Respostas Rápidas da Secretaria de Estado da Saúde (SES), Diana Pinto, durante reunião com representantes dos municípios da região metropolitana de João Pessoa e de Campina Grande, na manhã desta quarta-feira (15).

A reunião foi convocada para discutir o novo protocolo do Ministério da Saúde de identificação e tratamento de síndromes gripais. Ficou definido que 15 municípios deveriam implantar a planilha de notificação de síndromes gripais, para monitorar a doença no Estado. Foram selecionadas as cidades de João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Patos, Bayeux, Sousa, Cajazeiras, Guarabira, Cabedelo, Monteiro, Catolé do Rocha, Itabaiana, Cuité, Princesa Isabel e Piancó. “Escolhemos os municípios com mais de 50 mil habitantes ou que são sedes de regionais. Essas 15 cidades somam 47% da população da Paraíba”, lembrou Diana.

A gerente de Respostas Rápidas ressaltou que os municípios menores não precisam adotar a planilha, porque eles têm um controle maior dos casos. Alguns têm apenas uma unidade de saúde, que já acompanha os casos e identifica os surtos de doenças com facilidade.

Identificação de surtos – Com esse monitoramento, os municípios e a SES terão condições de identificar os surtos de gripe (inclusive os de influenza A-H1N1), conhecer o comportamento do vírus e a gravidade que ele apresenta no Estado e para determinada população. É considerado um surto a ocorrência de pelo menos três casos com vínculo entre si, identificado em comunidades fechadas, como escolas, asilos, ambientes de trabalho fechados, em um intervalo de até cinco dias do início dos sintomas. No caso de identificação de surtos, os doentes serão examinados para identificar fatores de risco e será coletada até três amostras de secreção para isolamento viral.

“A orientação é que todos os doentes com sintomas gripais procurem as unidades de saúde mais próxima e os que tiverem planos de saúde procurem seus médicos ou as clínicas e hospitais conveniados. O médico vai avaliar caso a caso. Se o paciente não tiver fator de risco, ele será orientado a evitar aglomerações de pessoas e a ficar em casa, evitando a disseminação do vírus. Caso o paciente apresente fator de risco ou tenha uma doença respiratória aguda grave (DRAG), ele deve ser encaminhado para os hospitais de referência, que são os HUs de João Pessoa e Campina Grande”, explicou Diana.

Pacientes de risco – Os pacientes encaminhados aos HUs serão reavaliados, encaminhados para isolamento hospitalar e tratados com antiviral (oseltamivir). São considerados pacientes do grupo de risco crianças menores de 2 anos, idosos com mais de 60 anos, gestantes, imunodepressivos, hemoglobinopatas, diabéticos e pessoas com doenças cardíaca, pulmonar ou renal crônica. O paciente com doença respiratória aguda grave (DRAG) é aquele que apresenta febre, tosse ou dor na garganta, com dispnéia (dificuldade para respirar) ou quadro de pneumonia, identificando através da ausculta ou raios X de tórax.

Casos – Desde o surgimento da nova gripe, a SES notificou 19 suspeitas, sendo que cinco foram confirmadas, 13 descartadas e uma está em investigação, que é a enfermeira de 23 anos internada no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, na última segunda-feira (13). Dos cinco paraibanos infectados pelo novo vírus, três são adolescentes de 15, 16 e 17 anos, moradores de João Pessoa. Os primeiros casos confirmados foram de um técnico em telecomunicações de 27 anos, morador de Cabedelo, e de um administrador de empresas, de 32 anos, que mora na Capital. Todos os casos foram importados do Chile (3) e Argentina (2).

Da Assessoria de Imprensa da SES-PB