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13% dos municípios realizaram seis ciclos de combate à dengue

quarta-feira, 25 de novembro de 2009 - 16:32 - Fotos: 
O Plano Nacional de Combate à Dengue prevê que os municípios realizem, a cada ano, seis ciclos de visitas domiciliares, para que os agentes de saúde detectem a doença, orientem os moradores e apliquem o larvicida nos criadouros que não possam ser eliminados. Faltando 37 dias para terminar o ano de 2009, 29 municípios paraibanos (13% do total) já completaram as seis visitas previstas na Pactuação das Ações de Vigilância em Saúde (Pavs).

Das 223 cidades da Paraíba, 153 (68,6%) fizeram cinco inspeções. Os moradores de João Pessoa foram os que menos receberam os agentes de saúde, este ano. A Capital fez apenas três inspeções e não deve conseguir cumprir o ciclo.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) é responsável pelo monitoramento dessas visitas, que devem ser realizadas a cada dois meses pelos municípios paraibanos. As medidas de combate à dengue são responsabilidades compartilhadas entre estados, municípios e o Governo federal. Cabe aos municípios a realização das visitas domiciliares.

O Estado capacita, orienta e monitora o trabalho, além de ser responsável pelo uso do fumacê. O Ministério da Saúde repassa mensalmente recursos aos fundos municipais e estaduais de saúde para as ações de vigilância, como as de prevenção e controle da dengue.

Segundo o gerente Operacional de Vigilância Ambiental da SES, Nilton Guedes, não pode haver falhas no processo, para que não se comprometa o controle do mosquito. “O monitoramento feito pela SES mostrou que 37 municípios (16,6%) realizaram quatro visitas e poderão atingir a quinta, que é uma quantidade aceitável para o Ministério da Saúde. Baraúna realizou oito visitas e Boa Ventura e Santa Inês fizeram sete.

Essas três cidades ultrapassaram a meta da Pavs. O Ministério da Saúde aceita até cinco visitas, mas o município deve cumprir o calendário anual (seis inspeções), pois quem ganha com isso é a população que ficará protegida contra a doença”, disse.

Qualidade – Nilton Guedes disse que os municípios devem prezar não só pela quantidade de visitas exigidas, mas também pela qualidade delas. “O agente ambiental tem que percorrer todos os cômodos da residência e o entorno dela e sempre acompanhado do morador para identificar os possíveis criadouros e locais favoráveis à proliferação do mosquito e não apenas entrar na residência, assinar a ficha e ir embora, sem ao menos conversar com o dono do imóvel.

Infelizmente essa visita sem qualidade é mais comum do que se pensa. Não importa o tamanho do recipiente. Qualquer água parada por mais de sete dias pode se transformar em um criadouro. Uma tampa de garrafa pode ser o criadouro de dezenas de mosquito, imagine uma caixa d’água ou uma calha”, lembrou.

O gerente Operacional de Vigilância Ambiental disse que a SES está enviado um memorando a todas as gerências regionais de Saúde para que orientem os municípios sobre a importância do trabalho do agente. “Os municípios têm até o final do ano para realizar mais uma visita e cabe à população local cobrar dos gestores municipais a execução desse serviço”, disse.

Verão – A dengue é conhecida como uma doença do verão. Isso porque as chuvas esparsas e a temperatura mais alta favorecem o aparecimento de criadouros e a eclosão dos ovos do mosquito Aedes aegypti. No verão, também é mais comum o descarte de lixo nas ruas e terrenos baldios, que podem conter recipientes que sirvam para o acúmulo de água. Os moradores também podem comunicar à Secretaria Municipal de Saúde da sua cidade os locais suspeitos para a proliferação do mosquito.

Da Assessoria de Imprensa da SES/PB