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12º Salão de Artesanato termina com R$1 milhão e 120 mil em vendas

segunda-feira, 28 de junho de 2010 - 11:01 - Fotos: 
O Programa de Artesanato Paraibano (PAP), da Secretaria do Turismo e Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, comemora o sucesso de vendas e visitação que foi o 12º Salão de Artesanato Paraibano, finalizado no domingo (27), em Campina Grande.

Nesta edição foi contabilizado um volume de negócios de R$1.120.000,00 em vendas diretas ao consumidor e em encomendas recebidas de lojistas e de pessoas físicas durante os 24 dias do evento. A visitação foi de 100 mil pessoas registradas nas catracas colocadas na entrada do evento que teve a participação de 500 artesãos representando a produção artesanal de todo o Estado.

Na avaliação da gestora do PAP, Marielza Araújo, o 12º Salão de Artesanato “surpreendeu e encantou a todos os visitantes pela sua ambientação moderna projetada pela arquiteta e presidente de Honra do Programa, Sandra Moura, pela qualidade dos produtos apresentados que tem evoluído a cada temporada e pela possibilidade que dá ao artesão de melhorar sua qualidade de vida”.

Este avanço faz parte dos frutos colhidos pelo esforço desenvolvido pelo Governo do Estado, através do Programa de Artesanato Paraibano, tendo o SEBRAE como principal parceiro e colaborador em tornar possível o acesso dos artesãos em sucessivas feiras e eventos, bem como em promover inúmeras capacitações de melhoria do produto trazendo renomados designers para a realização de oficinas.

Para a gestora Marielza Araújo, a realização do Salão de Artesanato Paraibano também “é uma prestação de contas daquilo que o Programa divulga que faz, além de contribuir para diminuir a distância entre o artesão e o consumidor, intensificando a cultura do empreendedorismo e estimulando o artesão a conhecer melhor o mercado, tornando sua atividade economicamente viável”.

Trabalho de parceria

Na realização do 12º Salão o Governo do Estado, através do PAP, contou com a parceria fundamental da Eletrobrás, do SEBRAE, PBGás, A União, Programa de Políticas Públicas para as Mulheres, Prefeitura Municipal de Campina Grande, FIEP, Rede Paraíba Design, CoopNatural, Cooperativa As Cabritas de Boa Vista, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal e do Programa do Artesanato Brasileiro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Os espaços do 12º Salão foram divididos em 13 tipologias, a saber: cerâmica, madeira, tecelagem, fibras, fios, brinquedos populares, couro, cordel/xilogravura, metal, pedras, artesanato indígena, habilidades manuais e gastronomia. Toda a ambientação  foi planejada dentro do tema escolhido "Mãos de Chita", usando a matéria prima que é o tecido chita, que tem todo um colorido especial e bastante representativo em todo o Nordeste.

Modelo de gestão compartilhada

O tema do Salão foi uma homenagem ao grupo de artesãs que formam a Cooperativa As Cabritas, da cidade de Boa Vista, no cariri paraibano, que trabalham com o produto chita em suas bolsas, jogos americanos, almofadas, carteiras e demais acessórios. A escolha também se deu por se tratar de um grupo empreendedor dentro do Programa de Artesanato Paraibano, já atendendo expressivas encomendas de outros estados e também do exterior através de um trabalho bem estruturado que se tornou um modelo de gestão compartilhada com as artesãs da região.
 
O sucesso do 12º Salão de Artesanato Paraibano, coordenado por Clarisse Barreto e sua equipe de técnicos de eventos do PAP, foi coroado no último sábado (26), com a realização de uma homenagem póstuma feita pela Cooperativa As Cabritas à arquiteta Taís de Sá Antunes, pelo trabalho que ela desenvolveu junto às artesãs com o tecido chita, criando novas possibilidades para seus produtos que sempre fazem sucesso em todos os eventos em que foram colocados à venda.

Desfile de peças criadas por designers e estilistas

A presidente da Cooperativa, Cláudia Vitoriano, entregou uma placa à filha da homenageada, Priscila de Sá Antunes, e em seguida foi realizado um desfile com as peças, criadas pelos designers e estilistas Renato Imbroisi, Ronaldo Fraga, Ary Rodrigues, Haendel Melo, Liana Bloisi, Iuri Sarmento e Benigna Leal Melo utilizando a chita agregada ao bordado hardanger, a renda renascença, ao labirinto e ao macramê em vestidos, xales, saias, shorts, blusas, bolsas e colares.

O desfile, que teve produção de Haendel Melo com dez modelos profissionais, das quais quatro já com experiência em passarelas européias, foi assistido por uma platéia que lotou as dependências do Salão de Artesanato, admirada em ver que o artesanato quando é de qualidade pode perfeitamente se transformar num produto de moda.

Goretti Zenaide, da Assessoria de Imprensa do Programa de Artesanato Paraibano