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“O Estado deve acompanhar o desenvolvimento do Brasil”, prevê o técnico Renaut Michel

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010 - 17:51 - Fotos: 

“A Paraíba vai acompanhar o crescimento econômico do Brasil a partir de 2010”. A afirmação é do diretor de Estudos Macroeconômicos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Renaut Michel. Nesta sexta-feira (29), o economista analisou os rumos da economia paraibana durante a palestra ‘A economia brasileira: desempenho recente e perspectivas’. O evento ocorreu no auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em João Pessoa.

O economista afirma que o desenvolvimento da Paraíba atingirá diversos setores econômicos, a exemplo da construção civil. Isso também será verificado em toda a região Nordeste. No entanto, ele disse que ainda é cedo para estipular uma projeção numérica de crescimento do Estado.

“A Paraíba está retomando um processo de crescimento econômico, que estava defasado. O Estado, assim como o Brasil, tem um futuro promissor, mas ainda não dá para fazer a projeção em termos percentuais”, comentou Renaut Michel. Ele estima que a taxa de desenvolvimento econômico do Brasil fique entre 5% e 6% a partir deste ano.

Empregos – Ele explica que o aumento no número de empregos criados com carteira assinada é a prova da aceleração da economia paraibana. Em 2008, foram gerados 10 mil empregos formais no Estado. Em 2009, esse índice chegou a 15 mil. “Em 2008, a Paraíba contribuía com 0,7% do total de empregos formais gerados no Brasil. Em 2009, a participação subiu para 1,5%”, comparou Renaut Michel.

Nesse mesmo período, o Brasil tomou sentido contrário na criação de postos de trabalho. Em 2008, o país gerou 1,4 milhão de oportunidades formais de emprego e, em 2009, esse número caiu para 995 mil. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Superando a crise – O diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea destacou que o aumento na quantidade de empregos de carteira assinada, entre 2008 e 2009, na Paraíba, contribuiu para que o Brasil superasse a crise econômica mundial.  “Os empregos formais, principalmente, na construção civil, comércio e serviços deram uma contribuição para a retomada do crescimento da Economia brasileira”, explicou.

De acordo com o economista, o segmento comercial liderou a criação de oportunidades formais de trabalho em 2009, na Paraíba. Foram criadas 4.989 vagas. Depois, vem o setor de serviços com 3.781 empregos de carteira assinada. Na terceira colocação aparece a construção civil com 2.558 postos formais no Estado.

A palestra do técnico do Ipea foi organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual (Ideme). O superintendente do órgão, Achilles Leal Filho, anunciou que novas parcerias entre os dois institutos vão acontecer na Paraíba. “Nós vamos aprofundar a parceria com o Ipea para a realização de cursos e palestras, para contribuir com o desenvolvimento da Paraíba”, disse.

Bartolomeu Honorato, da Assessoria de Imprensa do Ideme