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5 de maio de 2009

‘Plano de Reconstrução’ vai refletir prioridades da sociedade paraibana



Após a entrega do Orçamento de 2009, o Governo do Estado pretende elaborar um ‘Plano de Reconstrução da Paraíba’, atividade a ser desenvolvida pela Secretaria do Planejamento e Gestão. O Plano já deveria estar em andamento, mas questões administrativas e a própria reorganização do Orçamento deste ano atrasaram o calendário, explica o secretário Ademir Alves. A Secretaria tem pressa, já que o prazo legal para entrega do orçamento de 2010 é dia 30 de setembro.

“Iniciaremos um processo de organização da sociedade nas 12 regiões geo-administrativas do Estado para apanhar um conjunto de ações, de obras paralisadas, obras em execução, com financiamentos assegurados ou quase assegurados. Vamos juntar tudo de forma sistemática e organizada num novo plano”, assegura o secretário.

Ele explica que um plano é muito mais do que um documento. “O plano é um documento que expressa um sentir social. Vamos chamá-lo num primeiro momento de ‘Plano de Reconstrução da Paraíba’, cujo período de execução deve ser de 2009 a 2010. Ainda assim, não nos limitaremos à elaboração de um plano de reconstrução da PB, nós teremos um empenho muito grande no sentido de apresentar ao Governo propostas de um estudo para execução de programas estratégicos e estruturantes de longo prazo”, frisa.

Melo afirma que os organizadores do plano saberão que essa ação no longo prazo não será executada no Governo Maranhão, mas há o desejo que o trabalho possa ser executado nos governos vindouros. “Serão programas que vão permitir dar uma nova dimensão ao processo de desenvolvimento estratégico da Paraíba”, adianta.

Desafio – Para o secretário, o planejamento participativo significa um grande avanço na Paraíba, mas também impõe alguns riscos. “Riscos, no entanto, só não corre quem não faz nada”, brinca. Questionado quais seriam esses riscos, Ademir Alves esclarece que é a possibilidade de se encontrar “propostas difíceis de execução e, do ponto de vista do planejamento, não serem essenciais. As propostas devem partir da percepção da sociedade local de prioridade. Nós vamos tomar o Estado como um todo e depende muito da nossa capacidade de convencimento de que tal ou qual proposta é prioritária sim, mas na ordem de prioridade devemos ter a sensibilidade para identificar aquilo que nos permita a sinergia nas ações”, argumenta.

“Nós vamos fazer um planejamento participativo regional, o que vale dizer, portanto, que as 12 regiões da Paraíba terão o seu elenco de programas e projetos definido para execução. Mas, naturalmente, os interesses do Estado se sobrepõem aos interesses regionais e locais”, finaliza.